Exaltação a Angola começa com a desconstrução do país durante a guerra civil
Fundação:14/02/1973
Cores oficiais:Vermelho e amarelo
Títulos do Grupo Especial: 0
Presidente: Marko Antonio da Silva
Carnavalesco: Marco Aurélio Ruffin
Componentes: 2800
Alas: 23
Alegorias: 5
Histórico:A Tom Maior nasceu de dois grupos da década de 70. O primeiro de integrantes da Camisa Verde e Branco, terceira maior vencedora do Carnaval de São Paulo. O segundo de jovens insatisfeitos com a política dos militares, que vigorava no Brasil desde 1964. Foi através do samba que tais jovens começaram a expressar o sentimento e a vontade de viver em um país mais justo. Os ideais da juventude e de outras idades que compunham a escola foram colocados nos desfiles a partir de 1974. Os primeiros três anos de vida da Tom Maior foram de sucesso. Na estreia no Carnaval paulistano, a escola ficou com o segundo lugar do Grupo 3, ascendendo assim ao Grupo 2, onde nos dois anos seguintes foi terceira colocada e vice-campeã, respectivamente, o que a permitiu então disputar o Grupo 1. Nas décadas seguintes, o bom desempenho de outrora não aconteceu. O samba da Tom Maior só começou a fazer parte da divisão especial do Carnaval paulistano em 1996, ano em que a escola saiu do Grupo 1 para ficar com o oitavo lugar na elite. O Carnaval de 2008 foi animador para a Tom Maior, o melhor de sua história. Com o enredo que falava sobre a importância da economia de São Paulo para o Brasil, a escola acabou como a quinta melhor colocada da edição.
Site oficial: Tom Maior
Samba-enredo:
Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!
(Maradona/ Claudinei/ Amós/ Ferracini/ Ricardo/ Tinga)
Intérprete: Rene Sobral e Maradona
Passe o mouse sobre o trecho sublinhado para ler a explicação
É nova angola com mais amor
Seus ideais, de independência e libertação
Chega de guerra e opressão
Buscando o caminho da paz
Um povo que tanto sofreu... Renasceu
E brilha o sol da nova era
Reconstruindo a sua história
Rainha Nzinga guerreira
Com seu exemplo, rompeu fronteiras
Entre correntes e lamentos
A negritude atravessou o mar
Fazendo desse chão seu gueto
O Brasil é negro e hoje vem sambar
Oi deixa a gira girar... Vamos girar
A proteção Zambi nos dá
Vem na ginga d’Angola
E deixa o corpo balançar
Mais tarde o filho volta, ao lugar que o concebeu
Levando a sabedoria que aprendeu
Axé para quem estendeu a mão
Firmando aliança com o nosso irmão
Reconhecendo essa nação
Angola tão cheia de luz
Conquistada por um sonhador
Terra de seus ancestrais...
Exalta seu embaixador
É Martinho, é José, Partideiro, escritor
É da Vila Isabel, que fez Kizomba lá no bairro de Noel
Bate tambor batuqueiro
O canto do negro ecoou
É tempo de liberdade e felicidade
Em Tom maior é negra a cor.