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Quarta-feira, 25 de NOVEMBRO de 2009
Carnaval 2009

Viradouro

'Energizado' pela Bahia, enredo da escola de Niterói vem carregado de atabaques

Divulgação Fundação:
24/06/1946

Cores oficiais:
Vermelho e Branco

Títulos do Grupo Especial: 1

Presidente: Marco Lira
Carnavalesco: Milton Cunha
Componentes: 3800
Alas: 38
Alegorias: 8

Histórico: Nélson dos Santos, conhecido como Jangada, foi o responsável pela criação daquela que se tornou uma das escolas símbolo do Carnaval carioca e uma referência de cultura e arte do município carioca de Niterói. E foi exatamente em Niterói que a escola disputou carnavais durante décadas, mais precisamente até o ano de 1986, quando membros da Viradouro votaram, em maioria, a favor da agremiação disputar o Carnaval do Rio de Janeiro. Depois de passar pelos Grupos C e B e ser campeã do Grupo A em 1990, a Viradouro ganhou o direito de disputar a elite do Carnaval carioca. Na estréia no Grupo Especial, a escola ficou com o sétimo lugar. Um dos maiores nomes da história do Carnaval carioca, Joãosinho Trinta foi o responsável por dar o primeiro e, até agora, único título à Viradouro, com o enredo ‘Trevas! Luz! A explosão do universo’, em 1997. Depois do título, a terceira posição foi o máximo alcançado pela escola, em 1999, 2000 e 2006.

Site oficial: Viradouro
Samba-enredo:

Vira Bahia, pura energia!

(Heraldo Faria/ Flavinho Machado/ Edu Velocci/ Raphael Richaid/ Floriano do Caranguejo)

Intérprete: David do Pandeiro

Passe o mouse sobre o trecho sublinhado para ler a explicação

Quando Orum se encontra com Ayê
Oh! Mãe-pátria! Salve a sabedoria
Eu quero caminhar com a natureza
Me ensina a desvendar toda essa riqueza
Recebo do seu chão a energia
E bate bem forte o tambor
Nas ruas de São Salvador
Conduz os meus passos, Senhor do Bonfim
Olorum mandou cuidar do seu jardim
E disse mais, vai buscar na mata
No biocumbustível a nossa proteção
Filha do sertão no tabuleiro
Dendê, meu dengo, óleo de cheiro
Um dia oxalá iluminou
Tocou no coração da nossa gente
O acordo do bem se faz oração
O mar não pode invadir o meu sertão
Sopra um vento nos canaviais
Brota a doce esperança de paz
Na força do trabalho dessa gente
Do bagaço nasce um tesouro
O lixo se veste de luxo, reluz em ouro
A água deixa o céu e se abraça com o chão
Renova a energia sob as bençãos de um trovão
Vermelho e branco, que paixão

A Viradouro pede axé
Caô, Xangô, Iansã, Yalodé
Vira-bahia, pura energia
Explode num canto de fé