X-9 Paulistana levou para a avenida a "carnavalização" da Amazônia
Fundação:12/02/1975
Cores oficiais:Branco, Verde e Vermelho
Títulos do Grupo Especial: 2
Presidente: José Manoel Gaspar (Gaspar)
Carnavalesco: Paulo César Fuhro
Componentes: 3600
Alas: 26
Alegorias: 5
Histórico: Com o nome inspirado na X-9 de Santos, uma das escolas de samba mais tradicionais da Baixada Santista, a X-9 Paulistana tem no seu currículo um bicampeonato do Grupo Especial do Carnaval paulistano. Fundada com o nome de Filhos da X-9 em 1975, inicialmente, a escola não tinha sede própria, e ensaiava as batucadas nas ruas da Parada Inglesa, na zona norte de São Paulo. A primeira década de história não foi lá muito fácil. O jejum de títulos foi quebrado somente em 1986 (ano em que passou a se chamar X-9 Paulistana), quando venceu o Grupo 4. No ano seguinte repetiu a dose, agora no Grupo 3. A década de 90 foi um marco na trajetória da X9. A escola, antes conhecida apenas em grupos menores, conseguiu vaga no Grupo Especial em 1994, após vencer o Grupo 1. Dois anos mais tarde, se fundiu a outra agremiação, a Passo de Ouro, que cedeu sua quadra à X-9. Depois de 21 anos, a escola saia dos ensaios nas ruas, para se organizar em uma quadra de samba. Três anos depois da sua estreia na elite, a X-9 já levava o seu primeiro título, com o enredo sobre a Amazônia. Em 2000, a escola levou o bi com o enredo que contava a história do café. Há nove anos sem vencer, inspiração não falta para o tri, e a escola aposta em outro enredo sobre a Amazônia.
Site oficial: X-9 Paulistana
Samba-enredo:
Amazônia...conseguimos conquistar com o braço forte...do esplendor da Havea Brasiliensis à busca pela terra sem males
(Léo Do Cavaco/ Leonardo Lima/ Rogério Morgado)
Intérprete: Daniel Collete
Passe o mouse sobre o trecho sublinhado para ler a explicação
Feito pajé entrei na mata
Onde o meu canto ecoou
Evoco energias encantadas
Neste santuário de amor
Abrindo os portais da imaginação
Eu vou na barca de Dom Sebastião
Por mares dourados naveguei
Mistérios e magias encontrei
Vou bater o meu tambor... Auê!
Um delírio de felicidade
Em cada gota de borracha
O luxo e o esplendor...
No eldorado que Tupã abençoou
Porém nem tudo é beleza
Vejo o corvo da ambição
O silêncio toma conta da floresta
Lágrimas de destruição
Ao som... Dos maracás vou convocar
O guerreiro de Anhangá
E outros seres imortais
Pra expulsar, toda maldade desta terra
A nossa tribo vence a guerra
Chegou a hora! Vamos juntos festejar
E hoje... Meu gesto de amor e paz
Vai coroar, a protetora dos mananciais
Amazônia
Meu braço forte é a sua proteção
Sou um valente guerreiro
Eu sou X-9, sou caboclo brasileiro